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domingo, 9 de setembro de 2007
  Atitude
Mudança de Atitude – parte II

Rosemar Prota

O apoio que recebemos para seguirmos em frente em nossas decisões e escolhas varia de acordo com diversos aspectos. Um destes aspectos é o nível de auto-confiança e perseverança que demonstramos através de nossas palavras e ações. Quanto mais coerência entre nossas palavras e ações e nossos objetivos e metas, mais apoio recebemos daqueles que têm afinidades com nossos ideais.

Mas como chegamos a este nível de correlação entre palavras e atitudes e nossos focos e objetivos? O primeiro passo é darmos um tempo. O tempo é o mais sábio fiel da balança. É preciso testarmos primeiro para depois então chegarmos à certeza de que nosso objetivo é de fato pertinente e sintonizado com nossa vida. Reconhecer que erramos e então voltarmos atrás é muito salutar, quanto antes fazemos isto, mais rápido podemos ir em busca de nossos verdadeiros objetivos e metas.

Assistindo ao Vídeo “Quem Mecheu no Meu Queijo” pude ver claramente como é importante termos a agilidade e desprendimento necessários para partirmos em busca de novos horizontes quando chega este momento. Ficarmos estagnados em velhos padrões de vida nos torna aos poucos pessoas isoladas e inconscientes dos efeitos de nossas atitudes a nossa volta.

Voltemos agora à questão do apoio a nossas metas. Há diversos tipos de apoio, vou falar de dois: o apoio paternalista e o apoio através do empoderamento. O apoio paternalista é aquele que damos às crianças pequenas, incapazes por seu estágio de desenvolvimneto físico de serem independentes. Assim, quando o bebê estica a mãozinha eu pego o brinquedo em cima do armário e dou a ele. Pois bem, nesta fase estabelece-se uma ligação simbiótica entre a mãe e a criança, pois esta depende daquela para sobreviver.

Mas e os segundo tipo de apoio? O apoio com base no empoderamento? Este está mais ligado à noção de propiciar a um semelhante a possibilidade de apreensão de sua humanidade e cidadania. O médico Dráuzio Varella é um exemplo de quem sempre apóia as pessoas por meio de empoderá-las, ou seja, torná-las conscientes de suas próprias capacidades, potencialidades, possibilidades. Lembram-se do trabalho que ele fez no Carandiru com os presos? E no Amazonas com as famílias de gestantes? Pois é, é isto.

Como pessoas adultas, por mais que nos seja mais confortável recebermos o apoio paternalista, não é deste que precisamos, pois este nos deixaria dependentes e subjugados a uma condição de limitações. O apoio de que um adulto realmente pode se beneficiar é aquele que vem de seus pares, em uma parceria entre companheiros, como no livro Fernão Capelo Gaivota. Neste livro, Fernão, a gaivota, encontra gaivotas que o amparam em seus pensamentos e ações de conquista da liberdade, de alçar vôos livres pelo céu, em um processo de auto-conhecimento.
 
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Psicóloga Rosemar Prota, CRP 06/66915, formada e mestre em Psicologia Clínica pela USP. Consultório Metrô Trianon-MASP, SP. Site de EAD www.cursosonline.ensinar.org E-mail para contato: rprota@usp.br

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